Para me compreender sei que levarei uma vida inteira e talvez nem dê tempo. Atormento-me com perguntas absurdas, busco o auto conhecimento, contudo me perco em idéias confusas, penso demais sobre a minha vida, o mundo que me cerca, vivo no subjetivo, uma amiga certa vez comentou que nunca tirarei a carteira de motorista, o teste psicotécnico vai me liquidar! A causa? Minha subjetividade! Para tudo vejo mais de uma vertente(mais de uma é pouco!), todavia que mal há nisso?!
Bom, dizem por ai que pensar demais é um defeito cruel, ser escravo do pensamento maltrata e te torna debilitado, de fato concordo, raciocinar em excesso não faz bem, aliás não há nada que seja agradável se for em excesso."Tudo demais enjoa", até mesmo o nada.
Tenho me sentido assim, perseguida pelo nada, na expectativa do nada! Não espero nada, não sinto nada! Minto...Sinto sim, sinto muito! Muita tristeza de não esperar nada! Ah!! Como o nada me cansa, me atormenta...
Como pode alguém viver sem expectativas?! Toda ação exige uma reação, constatou certa vez Newton, logo para reagirmos necessitamos de estímulos e a expectativa é um deles, fator imprescindível para realização dos sonhos. Claro!
Entra-se na faculdade esperando se tornar um excelente profissional,
Noiva-se pensando em casar,
Casa-se pensando em constituir uma família feliz ao lado de quem se ama,
Toma-se banhando pensando em ficar limpo,
Cozinha-se pensando em comer,
Fala-se na intenção de ser ouvido, nem que seja por si mesmo.
Tudo é movido por uma expectativa, age-se por expectativa. E o que fazer na sua ausência? Como viver? Como continuar?
Suponho que devo ter, a partir de agora a expectativa de surgir alguma expectativa... Acho que talvez deste modo seja mais fácil seguir em frente, para que eu consiga agir e ter de volta a reação esperada e, em fim, a ponte destruida, após chegar o outro lado da margem.

1 comentários:

Isaac Guerreiro Caúla disse...

Deveria continuar escrevendo baby, muito bom! ;)